Homem é preso após exigir médico ‘branco, brasileiro e cristão’ durante atendimento.
Paciente é acusado de fazer ofensas relacionadas à nacionalidade e à religião do profissional; caso foi registrado pela Polícia Militar e será investigado.
Um caso de suposta xenofobia e intolerância religiosa foi registrado na noite de domingo (2) em um Pronto Atendimento de Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Um médico denunciou ter sido alvo de ofensas de um paciente durante a realização de um atendimento médico.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada pela Central de Emergência para atender uma ocorrência de racismo na unidade de saúde. No local, o médico relatou que sofreu manifestações ofensivas relacionadas à sua nacionalidade, por ser venezuelano, e à sua religião, por ser judeu.
Segundo o relato do profissional, o paciente teria feito comentários de cunho xenofóbico e questionamentos sobre sua religião, além de mencionar elementos tradicionais utilizados na prática do judaísmo. A situação teria ocorrido durante o atendimento e foi presenciada por uma acadêmica de medicina que acompanhava o médico.
Ainda conforme a Polícia Militar, o paciente demonstrava insatisfação com o atendimento prestado e, durante a discussão, teria direcionado as ofensas ao profissional.
Ao ser ouvido pelos policiais, o paciente apresentou uma versão diferente dos fatos. Ele negou ter cometido qualquer ato de desrespeito e afirmou que apenas perguntou ao médico se ele era judeu, contestando as acusações de discriminação.
O caso foi registrado e deverá ser apurado pelas autoridades competentes. A investigação buscará esclarecer as circunstâncias do ocorrido e verificar se houve a prática dos crimes previstos na legislação brasileira relacionados ao racismo, à xenofobia e à intolerância religiosa.
