Prefeitura de São Paulo suspende rodízio após greve na CPTM

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A medida busca reduzir os impactos no trânsito diante da greve, que deve afetar principalmente a Zona Leste da capital .

A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira (4) em razão da paralisação dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que interrompeu a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, incluindo o serviço Expresso Aeroporto, a partir da meia-noite.

A medida busca reduzir os impactos no trânsito diante da greve, que deve afetar principalmente a Zona Leste da capital paulista e municípios da Região Metropolitana, como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba, Suzano e Mogi das Cruzes.

As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam normalmente. O funcionamento do sistema metroviário — composto pelas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás — e dos monotrilhos 15-Prata e 17-Ouro também não foi afetado.

Segundo Luiz Barbosa Neto Júnior, diretor-executivo do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, a paralisação é motivada pela oposição à privatização das linhas e pela preocupação com a manutenção dos empregos.

“É contra a privatização, mas também pela garantia de emprego. Na negociação realizada hoje, o governo propôs mais 60 dias de conversas sobre essa garantia, mas a categoria não aceitou. Além da luta contra a privatização, os trabalhadores também defendem a preservação dos postos de trabalho, porque há receio de demissões”, afirmou.

Em nota, a CPTM e o Governo de São Paulo lamentaram a decisão do sindicato de manter a greve, apesar das negociações realizadas na segunda-feira (3). Segundo o governo, foi reiterado o compromisso com a preservação dos empregos e com a análise de projetos de interesse da categoria, como a possibilidade de absorção dos funcionários por outros órgãos estaduais, a discussão sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

A companhia informou ainda que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo durante os horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento da decisão judicial, o sindicato poderá ser multado em R$ 400 mil por dia.

De acordo com a CPTM, um plano de contingência foi colocado em prática para minimizar os impactos aos passageiros das linhas paralisadas. A empresa ressaltou que as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas por concessionárias, além da linha 10-Turquesa, seguem operando normalmente, assim como todo o sistema metroviário.

As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade haviam retornado à operação direta da CPTM em 24 de julho, em caráter temporário por 90 dias. A retomada ocorreu após uma série de falhas graves registradas poucos dias depois de a concessionária Trivia Trens assumir a operação, provocando transtornos para milhares de passageiros.

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