Tarcísio anuncia projeto para garantir empregos de ferroviários e condiciona envio ao fim da greve
Governador afirma que proposta será encaminhada à Alesp se trabalhadores retomarem a operação das Linhas 11, 12 e 13 da CPTM ainda nesta quarta-feira
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (5) que enviará à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei para garantir os empregos dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que atuam nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa, horas antes da audiência de conciliação marcada entre representantes do Governo de São Paulo e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).
Segundo o governador, a proposta será formalmente apresentada durante a audiência e encaminhada ao Legislativo ainda nesta quarta-feira, desde que os trabalhadores assumam o compromisso de encerrar a paralisação e restabelecer a circulação dos trens no horário de pico da tarde.
“Não vamos mexer com o emprego de ninguém. Essa garantia já havia sido dada na segunda-feira e registrada em ata. Agora estamos enviando um projeto de lei à Alesp para reforçar esse compromisso. Esperamos que a operação seja retomada imediatamente e que a população deixe de ser prejudicada”, afirmou Tarcísio.
A greve teve início à meia-noite de terça-feira (4) e afeta as Linhas 11, 12 e 13. A principal reivindicação da categoria é uma garantia formal de estabilidade para cerca de 4,7 mil trabalhadores que atuam nos três ramais.
Concessão das linhas
As Linhas 11, 12 e 13 foram concedidas à concessionária Trivia Trens, pertencente ao Grupo Comporte, em 2025. Durante seis meses, a operação passou por um período de transição entre a CPTM e a iniciativa privada.
Em 21 de julho deste ano, a concessionária assumiu oficialmente a operação dos três ramais. No entanto, três dias depois, as linhas voltaram temporariamente à gestão da CPTM após uma explosão registrada em uma composição da Linha 12-Safira.
Desde então, os trabalhadores demonstram preocupação com o futuro dos empregos diante da transferência definitiva da operação para a iniciativa privada.
Impasse
Na segunda-feira (3), o sindicato aprovou o indicativo de greve após considerar insuficientes as garantias apresentadas pelo governo sobre a manutenção dos postos de trabalho.
Durante a coletiva desta quarta-feira, Tarcísio voltou a afirmar que nenhum funcionário foi demitido durante o período de transição e disse que a administração estadual já havia assumido esse compromisso em reunião realizada antes da paralisação.
A expectativa do governo é que o projeto de lei fortaleça a negociação entre as partes e contribua para o encerramento da greve.
A audiência de conciliação no TRT-2 reúne representantes do Executivo estadual e do sindicato para buscar um acordo que permita a retomada integral da circulação dos trens e a normalização do atendimento aos passageiros.
