Trabalhadores da Linha 10-Turquesa aprovam estado de greve e cobram garantias para empregos na CPTM
Categoria contesta projeto apresentado pelo Governo e afirma que texto não garante integralmente os empregos dos ferroviários; paralisação poderá ocorrer caso não haja mudanças na proposta.
Os trabalhadores da Linha 10-Turquesa da CPTM aprovaram, nesta segunda-feira (10), o chamado “estado de greve”. A decisão foi tomada durante uma assembleia e representa uma reação dos ferroviários ao projeto de lei apresentado pelo Governo do Estado na semana passada, que prevê medidas relacionadas à manutenção dos empregos dos funcionários da companhia.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, que representa trabalhadores da antiga Fepasa, a proposta apresentada pelo governo possui pontos que, segundo a entidade, não garantem integralmente a permanência dos empregos dos ferroviários.
Entre as principais críticas estão a ausência de definições sobre salários, locais de trabalho e tempo de serviço, além da forma como a garantia de emprego é apresentada no projeto. Segundo o sindicato, o texto autoriza o governador a estabelecer determinadas garantias, mas não estabelece uma obrigação nem define valores ou condições concretas.
Durante a assembleia, Lucas Dameto, representante do Comitê CPTM, afirmou que os trabalhadores aguardam uma nova versão da proposta apresentada pelo Governo do Estado.
Caso não haja uma reedição do projeto com garantias consideradas suficientes pela categoria, os trabalhadores poderão deflagrar uma greve, o que pode provocar impactos na operação da Linha 10-Turquesa e na rotina dos passageiros que utilizam o ramal.
Por enquanto, a categoria permanece em estado de greve, enquanto aguarda novas negociações e possíveis mudanças na proposta apresentada pelo governo.
Atenção: estado de greve não significa que a paralisação já começou. A medida funciona como um alerta da categoria e pode anteceder uma greve caso não haja acordo nas negociações.
