Olhos no céu: como a aviação da PM reforça o policiamento e os resgates em SP

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Unidade comemora 42 anos neste sábado (15), com uma trajetória marcada pela expansão da estrutura e pela diversificação das missões.

Prisão de criminosos, resgate de vítimas, buscas em áreas de mata, combate a incêndios, transporte de órgãos para transplantes e apoio em calamidades. Há 42 anos, o Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM) atua nos céus de São Paulo para ampliar a capacidade de resposta da segurança pública e preservar vidas.

“Ao longo desses anos, o Comando de Aviação da Polícia Militar se consolidou como uma ferramenta essencial para a segurança pública de São Paulo. É uma unidade que está presente onde o atendimento precisa ser rápido, onde às vezes ninguém consegue chegar. Celebrar essa trajetória é reconhecer o trabalho de homens e mulheres que estão preparados para proteger a população também nos céus”, destacou Nico.

A evolução dessa atuação pode ser medida em números. Em 1984, quando o primeiro helicóptero começou a operar, eram 26 profissionais, uma aeronave e uma sala dentro do quartel do 2º Batalhão de Polícia de Choque. O modelo, um Esquilo HB 350B, foi batizado de “Águia Uno”. Quatro décadas depois, são 470 pessoas, 29 helicópteros, três aviões, dez bases espalhadas pelo interior do Estado e quatro instalações no Aeroporto Campo de Marte.

Mais do que o crescimento da estrutura, a atuação também se diversificou. Se no início o helicóptero era utilizado principalmente como uma plataforma de observação privilegiada e de apoio ao policiamento, hoje o CAvPM é uma unidade multimissão, que presta suporte a diferentes atividades da Polícia Militar e de outros órgãos.

As equipes atuam em operações policiais, fiscalização ambiental, monitoramento de trânsito, apoio ao policiamento de Choque, transporte de pessoas, cães e materiais, combate a incêndios, salvamentos em praias, montanhas, rodovias e áreas urbanas, além do transporte de órgãos para transplantes e do atendimento a situações de calamidade. A unidade também participa de missões fora do Estado de São Paulo.

“Nosso principal desafio é prover meios e doutrina para termos um voo seguro, com o pessoal bem treinado, aeronaves e equipamentos bem mantidos. Estamos evoluindo, modernizando as aeronaves, qualificando melhor nosso pessoal e adquirindo equipamentos mais seguros, que implantam novos serviços na Aviação PM”, afirmou o coronel Ronaldo Barreto, comandante do CAvPM.

Neste sábado (15), é celebrado o aniversário do Comando de Aviação da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Os 42 anos de história da unidade foram comemorados na sexta-feira (14), durante uma solenidade realizada no hangar da instituição, em Santana, na Zona Norte da capital paulista. O evento contou com a participação do secretário Osvaldo Nico Gonçalves, do coronel Ronaldo Barreto, do delegado-geral de Polícia, Artur Dian, e de outras autoridades.

Do combate ao crime ao salvamento de vidas

Entre as milhares de missões realizadas pelo CAvPM ao longo de sua história, algumas ajudam a dimensionar a importância da atuação aérea. Durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, em 2024, a Aviação da PM de São Paulo foi a primeira a chegar e a última a deixar o estado gaúcho, segundo o comandante. As equipes realizaram resgates e transportaram enfermos, mantimentos, técnicos e animais.

Em outra ocorrência recente, o Águia de Presidente Prudente acompanhou por cerca de 40 minutos um helicóptero suspeito. A ação terminou com a detenção do ocupante e a apreensão de mais de 280 quilos de drogas e uma arma de fogo. Para Barreto, a ocorrência demonstra a capacidade de atuação da unidade em diferentes regiões e a integração entre o policiamento aéreo e as equipes em solo.

Por trás de cada missão há uma estrutura que vai muito além de pilotos e tripulantes. Os profissionais são selecionados por meio de processos específicos e passam por cursos e qualificações. A unidade também reúne mecânicos, médicos, enfermeiros e equipes administrativas responsáveis por áreas como recursos humanos, finanças, treinamento, manutenção aeronáutica, telemática e segurança de voo. “Fazer voar é mais difícil que voar”, resumiu o comandante, ao destacar o trabalho de bastidor necessário para manter uma aeronave em operação.

A tecnologia também passou a ocupar um espaço cada vez maior na atividade. Além dos recursos embarcados nas aeronaves, o CAvPM atua atualmente com drones, formando operadores, participando de processos de aquisição dos equipamentos e desenvolvendo a doutrina da atividade para toda a Polícia Militar.

Em junho, um helicóptero e um drone da instituição passaram a enviar as imagens aéreas transmitidas ao sistema Muralha Paulista. A tecnologia permite que as imagens captadas pelas aeronaves sejam analisadas em tempo real, com recursos de reconhecimento facial e leitura automática de placas para identificar pessoas procuradas pela Justiça, desaparecidas e veículos com registros de roubo ou furto.

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