Alesp aprova projeto que pode mudar destino de funcionários da CPTM após concessão de linhas

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Medida prevê transferência de ferroviários para outros órgãos públicos após privatização das linhas 10, 11, 12 e 13; categoria permanece em estado de greve

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (18) um projeto de lei que autoriza a transferência de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para outros órgãos da administração pública diante da concessão de linhas ferroviárias à iniciativa privada.

A proposta foi enviada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e envolve as linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que poderão passar para a gestão privada.

A aprovação do projeto ocorreu após um acordo entre o governo estadual e o sindicato dos ferroviários, que encerrou a greve iniciada em 4 de agosto. A paralisação durou dois dias e provocou impactos principalmente na operação das linhas 11, 12 e 13.

Com a aprovação na Alesp, o texto agora segue para sanção do governador.

Ferroviários permanecem em estado de greve

Apesar do avanço do projeto, os trabalhadores ainda mantêm o chamado estado de greve. Em vídeo enviado à reportagem do Metrópoles, o líder sindical Luís Barbosa Neto Júnior afirmou que a categoria aguarda o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo.

Segundo ele, os ferroviários poderão voltar a cruzar os braços caso as medidas acordadas não sejam efetivamente sancionadas e implementadas.

Linha 10 também entra no debate

Embora a greve tenha afetado diretamente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, uma das reivindicações do sindicato era que o acordo também contemplasse os funcionários da Linha 10-Turquesa.

Atualmente, ela é a única das quatro linhas citadas que permanece sob administração da CPTM. A gestão Tarcísio, porém, já demonstrou anteriormente interesse em conceder a linha à iniciativa privada.

A proposta aprovada busca estabelecer justamente uma alternativa para os funcionários da companhia diante do avanço das concessões, permitindo que eles sejam realocados para outros órgãos da administração estadual, em vez de perderem seus vínculos com o poder público.

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