Leilão de produtos das Casas Bahia termina nesta quinta; especialistas alertam para golpes
Os itens colocados à venda são provenientes de lojas fechadas durante o período de crise financeira enfrentado pela varejista.
Entre os produtos disponíveis estão notebooks, smartphones, refrigeradores, lavadoras e fogões. A realização do leilão, em meio ao processo de recuperação judicial da companhia, chamou a atenção nas redes sociais e também despertou preocupação com possíveis tentativas de fraude.
Segundo a empresa de segurança digital Kaspersky, não foi identificada, até o momento, uma campanha fraudulenta específica relacionada à atual liquidação de estoques. Ainda assim, a companhia alerta que leilões desse tipo costumam ser explorados por criminosos.
Uma das principais estratégias utilizadas é a criação de sites falsos ou páginas clonadas de leiloeiros e plataformas legítimas. O objetivo é convencer a vítima a realizar um pagamento por um produto que, na realidade, não existe.
O PIX está entre os principais pontos de atenção. Por se tratar de uma transferência instantânea, os valores podem ser rapidamente movimentados para outras contas, o que dificulta a recuperação do dinheiro em caso de golpe.
“Para não cair em páginas clonadas, recomendamos verificar a reputação da plataforma, confirmar os dados do leiloeiro, ler o edital com cautela e, principalmente, validar o destinatário na hora do pagamento”, afirma Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky.
Como se proteger antes de dar um lance
Especialistas recomendam alguns cuidados para quem pretende participar de leilões pela internet:
Pesquise a reputação da plataforma: consulte o histórico do site em plataformas de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui. Também é importante verificar o portal Leilão Seguro, que reúne informações sobre sites de leilões fraudulentos.
Leia o edital atentamente: antes de fazer qualquer lance, confira as regras da venda. Em leilões de logística reversa ou de desativação, os produtos geralmente são comercializados no estado em que se encontram e podem apresentar avarias, peças ausentes ou defeitos que não sejam aparentes.
Calcule o custo total: o valor do lance não representa necessariamente o preço final. Dependendo das regras do leilão, podem ser acrescentadas comissão do leiloeiro, que pode chegar a 5%, além de outras taxas administrativas.
Confira as condições de retirada: em muitos casos, o produto não é entregue no endereço do comprador. O arrematante pode ser responsável por desmontar, embalar e transportar o item a partir do local indicado pela organizadora. O edital deve informar os prazos, horários e eventuais multas por atraso na retirada.
Verifique o registro do leiloeiro: confirme se o profissional está devidamente registrado na Junta Comercial do estado onde atua. O nome e o número de matrícula podem ser consultados nos canais oficiais do órgão.
Redobre a atenção no pagamento: em um leilão legítimo, o pagamento deve ser direcionado à pessoa jurídica responsável pela organização ou ao leiloeiro oficial. Transferências via PIX, TED ou depósito para contas de terceiros ou CPFs desconhecidos devem ser evitadas.
Atenção antes de pagar
A popularização de leilões de produtos de grandes varejistas pode atrair consumidores em busca de preços abaixo do mercado, mas também cria oportunidades para criminosos. Por isso, verificar a autenticidade da plataforma, conferir o edital e principalmente confirmar quem receberá o dinheiro antes de concluir a transferência são medidas fundamentais para reduzir o risco de prejuízo.
