Advogado acusa vice de Pablo Marçal de ser mandante de suposto atentado
Joaquim Pereira de Paula Neto afirma ter certeza de que Leonardo “Avalanche” ordenou ataque em Brasília.
O advogado Joaquim Pereira de Paula Neto afirma que Leonardo “Avalanche”, presidente nacional do PRTB e candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal nas eleições de 2026, teria sido o responsável por ordenar um suposto atentado contra ele e sua sócia, Patrícia Reitter, em Brasília, em outubro de 2024.
Segundo Joaquim, o veículo em que os dois estavam foi alvo de disparos feitos por ocupantes de uma motocicleta. O advogado declarou recentemente ter certeza sobre quem estaria por trás do ataque.
“Pode escrever. Claro que foi ele que tentou matar a gente”, afirmou Joaquim.
Apesar da acusação, a Polícia ainda não concluiu o inquérito e, até o momento, não encontrou evidências que comprovem que Leonardo Avalanche tenha ordenado o ataque.
Joaquim e Patrícia haviam registrado boletins de ocorrência nas semanas que antecederam o episódio, relatando que estariam sendo ameaçados e que suas vidas corriam risco. Nos documentos, os dois apontaram Avalanche como responsável pelas ameaças.
Denúncias antes do suposto atentado
O primeiro boletim de ocorrência foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Joaquim relatou à polícia que conhecia Avalanche havia anos e que, no início de 2024, teria sido procurado pelo político.
De acordo com o relato registrado no documento, Avalanche teria informado que pretendia assumir a presidência nacional do PRTB e pediu ajuda a Joaquim.
Ainda segundo o depoimento, durante uma conversa sobre adversários políticos, o advogado afirmou ter ouvido de Avalanche que ele já teria mandado matar um opositor e familiares dele. A declaração consta no relato apresentado à polícia.
Joaquim também contou que recebeu a proposta para ocupar o cargo de secretário nacional do partido. Embora não tenha assumido oficialmente a função, afirmou que chegou a exercer o posto de maneira informal.
Posteriormente, ele passou a comandar o diretório estadual do PRTB em São Paulo, que chegou a funcionar em seu próprio escritório, em Guarulhos.
Entrega de documentos à Polícia Federal
O caso ganhou outro capítulo oito dias antes do suposto atentado, quando Joaquim e Patrícia entregaram à Polícia Federal documentos e celulares que, segundo eles, comprovariam irregularidades relacionadas à formação da direção do PRTB.
A denúncia apontava que Avalanche teria cooptado pessoas em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, para que se apresentassem como fundadores do partido e participassem de uma convenção utilizando documentos que seriam falsos.
O material teria sido entregue às autoridades antes do episódio ocorrido em Brasília. Joaquim posteriormente rompeu com Avalanche e passou a fazer críticas públicas ao político, a quem atualmente chama de “bandido”.
Até o momento, porém, as acusações sobre o suposto atentado permanecem sem comprovação pela investigação policial. O inquérito continua em andamento, e as autoridades ainda trabalham para esclarecer quem realizou os disparos e se houve, de fato, um mandante por trás do ataque.
