Horário eleitoral começa nesta sexta e muda a disputa pelas eleições de 2026
Propaganda gratuita no rádio e na TV segue até 1º de outubro; campanhas terão 35 dias para disputar a atenção do eleitor.
Começa nesta sexta-feira (28) uma das etapas mais tradicionais e estratégicas das eleições brasileiras: o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A propaganda referente ao primeiro turno das eleições de 2026 será exibida até 1º de outubro, três dias antes da votação marcada para 4 de outubro.
A estreia coloca oficialmente candidatos, partidos e federações diante de milhões de eleitores em uma disputa que, além das redes sociais, terá agora um espaço regulamentado para apresentação de propostas, críticas aos adversários e construção de imagem.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a participar das eleições deste ano.
Como será a propaganda
O horário eleitoral terá dois formatos: programas em bloco, exibidos em horários determinados, e inserções comerciais de 30 ou 60 segundos, distribuídas ao longo da programação das emissoras.
Os programas em bloco serão transmitidos de segunda a sábado.
No rádio, os horários reservados são:
- 7h às 7h25
- 12h às 12h25
Na televisão, a propaganda será exibida:
- 13h às 13h25
- 20h30 às 20h55
A divisão dos dias será feita de acordo com os cargos em disputa. Às terças, quintas e sábados, será a vez dos candidatos à Presidência da República e à Câmara dos Deputados.
Já às segundas, quartas e sextas-feiras, entram no ar os candidatos a governador, senador e deputado estadual ou distrital.
Inserções devem ampliar presença dos candidatos
Além dos programas de 25 minutos, as emissoras deverão reservar 70 minutos diários para inserções de propaganda eleitoral, com peças de 30 e 60 segundos distribuídas entre 5h e meia-noite.
É nesse formato que as campanhas deverão concentrar parte importante da estratégia para alcançar o eleitor durante a programação normal das emissoras.
A lógica é diferente daquela dos programas em bloco. Enquanto o horário fixo permite discursos mais longos e estruturados, as inserções exigem mensagens rápidas, capazes de apresentar um candidato ou atacar um adversário em poucos segundos.
TV e rádio entram no jogo em meio à disputa digital
A volta da propaganda eleitoral tradicional ocorre em uma campanha na qual as redes sociais e as plataformas digitais ocupam papel central. O desafio dos candidatos será transformar os poucos minutos disponíveis no rádio e na televisão em conteúdo capaz de circular também fora das emissoras.
O TSE estabeleceu ainda regras específicas para o uso de inteligência artificial durante a campanha. A regulamentação prevê exigências para conteúdos sintéticos e estabelece restrições para determinados conteúdos produzidos ou alterados por IA próximo ao dia da votação.
Também existem regras para o envio de mensagens por WhatsApp, SMS e e-mail. Os conteúdos devem oferecer uma forma visível para que o destinatário interrompa os envios, e, após o pedido, a campanha tem até 48 horas para retirar o contato da base de dados.
Uma nova fase da campanha
O início do horário eleitoral representa uma mudança importante na corrida presidencial e nas disputas estaduais. A partir de agora, candidatos que até então dependiam principalmente de redes sociais, entrevistas, debates e eventos de rua passam a disputar espaço dentro da programação das emissoras.
A propaganda gratuita também coloca à prova a capacidade das campanhas de simplificar propostas. Com pouco tempo disponível, slogans, imagens e ataques tendem a disputar espaço com temas como economia, segurança pública, saúde, emprego e educação.
O primeiro turno acontece em 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.O horário eleitoral do primeiro turno termina em 1º de outubro. No segundo turno, caso haja disputa, a propaganda gratuita no rádio e na televisão será exibida de 9 a 23 de outubro
