Sobe para 28 o número de casos de sarampo em SP; capital concentra 90% dos registros

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Estado chega a 28 casos confirmados; vacinação foi ampliada na cidade para pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal

Guarulhos está entre os três municípios paulistas que registraram casos de sarampo em 2026, segundo atualização divulgada nesta quarta-feira (2) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). O Estado chegou a 28 casos confirmados da doença neste ano, sendo um deles em Guarulhos.

A maior concentração está na capital, que contabiliza 25 casos. São Bernardo do Campo tem dois registros e Guarulhos, um. Ao todo, quase 90% dos casos confirmados no Estado estão entre moradores da cidade de São Paulo.

Os dois novos casos anunciados nesta quarta-feira foram identificados na capital. Um deles envolve uma criança com menos de 1 ano e o outro, uma mulher na faixa dos 40 anos. As notificações ocorreram em julho e agosto, e os casos estão relacionados a cadeias de transmissão que vêm sendo monitoradas pelas autoridades de saúde.

As amostras foram analisadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que confirmou os resultados laboratoriais.

Vacinação é ampliada em Guarulhos

Diante da circulação do vírus, a Secretaria da Saúde mantém uma estratégia específica de vacinação contra o sarampo em Guarulhos, São Paulo e São Bernardo do Campo.

Nessas três cidades, pessoas de 6 meses a 59 anos podem receber a vacina contra o sarampo, independentemente do histórico de vacinação, após avaliação da equipe de saúde. Para os bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, é aplicada a chamada “dose zero”. A aplicação funciona como uma proteção adicional e não substitui as doses previstas no calendário regular.

A primeira dose do calendário é administrada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral, conforme orientação dos serviços de saúde.

20 pacientes não tinham vacinação completa

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, dos 28 pacientes diagnosticados em 2026, 20 não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto.

Até agora, quatro cadeias de transmissão foram identificadas no Estado. A primeira ocorreu entre março e abril e estava relacionada a dois casos importados. Segundo a pasta, essa cadeia foi considerada encerrada após 12 semanas sem novos registros relacionados.

A maioria dos casos atuais está relacionada à importação do vírus, embora a fonte de infecção não tenha sido identificada em todos os episódios.

Cobertura vacinal ainda está abaixo da meta

Apesar da recuperação das taxas de vacinação nos últimos anos, os índices preliminares de 2026 ainda estão abaixo da meta estabelecida pelas autoridades de saúde.

A cobertura da primeira dose da tríplice viral está em 89,35%, enquanto a segunda dose alcança 74,64%. A meta é atingir pelo menos 95% da população com as duas doses. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Entre 2022 e 2025, São Paulo apresentou melhora nos índices. A cobertura da primeira dose passou de 78,4% em 2022 para 99,4% em 2024 e ficou em 94,2% no ano passado. Na segunda dose, o índice saiu de 65,1% em 2022 para 88% em 2024 e 84,5% em 2025.

Estado amplia campanha

Além da vacinação específica contra o sarampo nas três cidades com casos confirmados, São Paulo mantém uma campanha de multivacinação nos 645 municípios do Estado.

A ação é voltada principalmente para crianças e adolescentes com menos de 15 anos e busca atualizar as cadernetas de vacinação. No Dia D, realizado no último sábado (22), dados preliminares do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE-SP) apontaram a aplicação de mais de 600 mil doses de diferentes vacinas em todo o Estado.

Sintomas exigem atenção

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode provocar febre, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite. A orientação das autoridades é que pessoas com sintomas procurem atendimento médico e informem se viajaram recentemente ou tiveram contato com alguém com sintomas semelhantes.

Os serviços de saúde devem notificar, isolar e investigar casos suspeitos, sem necessidade de aguardar a confirmação laboratorial. Em Guarulhos, a população pode procurar uma unidade de saúde para verificar a situação da caderneta e receber orientação sobre a necessidade de vacinação.

As vacinas do calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) são oferecidas gratuitamente.

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