Operação contra roubos a residências apreende réplica de fuzil, drogas e celulares em SP

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Polícia Civil cumpre dez mandados de busca e apreensão em Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista; investigação apura participação de suspeitos em roubos a imóveis.

A Polícia Civil apreendeu uma réplica de fuzil, munições, drogas e equipamentos utilizados no preparo e fracionamento de entorpecentes durante a Operação Argos 2, deflagrada nesta quinta-feira (3) para investigar roubos a residências no interior de São Paulo.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista. A ação é um desdobramento de uma investigação iniciada após um roubo ocorrido em Mairiporã. Em dois endereços ligados a um dos investigados, os policiais encontraram uma réplica de fuzil, três munições calibre .380, um alicate usado para cortar cadeados, um módulo eletrônico de veículo, quatro balanças de precisão, embalagens para fracionamento e porções de uma substância com características de maconha.

Em outro imóvel relacionado a um segundo investigado, foram localizadas porções de cocaína. O endereço estava desocupado e, conforme relatos de vizinhos, o suspeito não mora no local há cerca de cinco meses.

Eletrônicos podem ajudar a identificar outros envolvidos

Durante as buscas, os policiais também apreenderam dois notebooks e cinco celulares. Os equipamentos serão submetidos à análise e podem fornecer informações sobre a atuação dos investigados, além de ajudar a polícia a identificar outros possíveis envolvidos nos crimes.

Joias, bijuterias, relógios, correntes e colares também foram encontrados durante a operação. As peças serão apresentadas a possíveis vítimas de crimes patrimoniais para verificar se algum dos objetos pode ser reconhecido como produto de roubo ou furto.

Segundo o delegado Rodrigo Baptista, da Delegacia de Polícia de Mairiporã, os trabalhos de investigação permitiram identificar os suspeitos e localizar materiais que podem contribuir para o esclarecimento dos crimes.

“Realizamos diligências e levantamentos com sistemas de investigação e conseguimos identificar os envolvidos. Localizamos uma série de coisas que vão auxiliar na apuração desse segundo delito. Os eletrônicos apreendidos têm informações importantes que vão auxiliar no trabalho policial.”

A operação contou com a participação de 20 equipes, sendo sete do Grupo de Responsabilidade Tática (GRT), do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), e outras 13 de unidades territoriais da Delegacia Seccional de Franco da Rocha.

Investigação começou após roubo em Mairiporã

A Operação Argos 2 é resultado do avanço das investigações iniciadas na primeira fase da operação, que apurou um roubo a residência ocorrido em Mairiporã, em 15 de abril deste ano.

Na ocasião, quatro homens armados invadiram o imóvel e roubaram joias, R$ 1 mil em dinheiro e uma arma de fogo. A vítima foi abordada no portão da residência. Após o crime, os suspeitos fugiram em um veículo. Na primeira fase da Operação Argos, cinco pessoas foram presas. Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou indícios de que parte dos investigados também poderia estar envolvida em outros roubos a residências.

Entre os casos apurados está o roubo contra um empresário em Várzea Paulista. De acordo com o delegado responsável pela investigação, sete pessoas teriam participado do crime, desempenhando diferentes funções, como execução, planejamento, fornecimento de informações e apoio à ação. As drogas apreendidas durante a Operação Argos 2 foram encaminhadas para perícia. Os demais materiais também serão analisados pelos investigadores.

A Polícia Civil mantém as diligências para esclarecer a participação de cada suspeito nos crimes e verificar se os objetos apreendidos estão relacionados a outras ocorrências.

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