Vereadora denuncia novo caso de violência obstétrica na Maternidade JJM e cobra afastamento de profissional
Karina Soltur afirma que gestante sofreu complicações durante uma cesariana e relembra que a unidade já foi alvo de outras denúncias de atendimento obstétrico.
A vereadora Karina Soltur (PSD) denunciou, durante a sessão da Câmara Municipal de Guarulhos nesta segunda-feira (21), um novo caso de suposta violência obstétrica na Maternidade Jesus, José e Maria (JJM). Da tribuna, a parlamentar cobrou uma investigação imediata e defendeu o afastamento do profissional apontado como responsável pelo atendimento à gestante.
Segundo a vereadora, a paciente teria sofrido complicações durante a realização de uma cesariana. Karina destacou que a maternidade possui estrutura, equipamentos e condições para oferecer atendimento de qualidade, mas afirmou que a apuração deve se concentrar na conduta dos profissionais envolvidos.
“O profissional que fez isso com essa mulher não pode ficar mais ali”, declarou a parlamentar durante a sessão legislativa.
A identidade da paciente e os detalhes clínicos do procedimento não foram divulgados. O caso deverá ser analisado pelos órgãos competentes para verificar se houve negligência, imperícia ou qualquer outra irregularidade no atendimento.
Maternidade já acumula histórico de denúncias
Esta não é a primeira vez que a Maternidade Jesus, José e Maria aparece no centro de denúncias relacionadas ao atendimento obstétrico.
Nos últimos anos, pacientes relataram episódios de tratamento desumanizado durante o trabalho de parto, demora no atendimento, procedimentos realizados sem o devido consentimento e dificuldades para acesso à analgesia. Parte desses relatos motivou representações ao Ministério Público, à Ouvidoria da Saúde e pedidos de investigação apresentados por parlamentares e entidades de defesa dos direitos das mulheres.
Em uma das ocorrências de maior repercussão, mulheres denunciaram ter sido submetidas a intervenções obstétricas sem informações claras ou autorização adequada, reacendendo o debate sobre protocolos de humanização do parto na rede pública de Guarulhos. As investigações foram conduzidas individualmente, e os casos tiveram desfechos distintos conforme a apuração de cada denúncia.
As apurações foram conduzidas de forma individual, já que cada ocorrência envolvia equipes e circunstâncias distintas. Até o momento, não há registro de uma condenação única que reúna todos os casos, mas as denúncias contribuíram para ampliar a discussão sobre o cumprimento dos protocolos de parto humanizado e dos direitos das gestantes na rede pública de Guarulhos.
No novo caso, Karina Soltur afirma que uma paciente sofreu complicações durante uma cesariana e defende o afastamento do profissional responsável até a conclusão da investigação. A Secretaria Municipal da Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a denúncia.
O que é violência obstétrica?
Violência obstétrica é o termo utilizado para descrever práticas que violam os direitos da gestante durante o pré-natal, parto ou pós-parto. Entre os exemplos estão procedimentos sem consentimento, tratamento humilhante, abuso verbal, negligência na assistência e intervenções desnecessárias que comprometam a integridade física ou psicológica da mulher.
Caso segue sem posicionamento oficial
Até a publicação desta reportagem, a Secretaria Municipal da Saúde de Guarulhos e a direção da Maternidade Jesus, José e Maria ainda não haviam divulgado um posicionamento oficial sobre a denúncia apresentada pela vereadora.
