Eletricista morre após ser atropelado em faixa de pedestres na Zona Norte de São Paulo
Familiares contestam a versão do condutor e cobram imagens de câmeras e investigação rigorosa do caso.
Um eletricista de 58 anos morreu após ser atropelado enquanto atravessava uma faixa de pedestres na Avenida Imirim, uma das principais vias da Zona Norte de São Paulo. O acidente ocorreu por volta da 1h30 do último sábado (1º).
A vítima, identificada como José Mota de Barros, sofreu ferimentos graves em decorrência do impacto e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
O motorista envolvido no atropelamento é Pietro Sodini de Oliveira, de 20 anos, jogador de futebol amador. Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou que trafegava pela avenida a aproximadamente 40 km/h e que não percebeu a presença do eletricista atravessando a via. Segundo o relato, o jovem retornava da casa da namorada quando ocorreu o acidente.
De acordo com o boletim de ocorrência, o motorista negou ter ingerido bebida alcoólica. Os policiais militares que atenderam a ocorrência informaram que ele não apresentava sinais aparentes de embriaguez e, por esse motivo, não foi submetido ao teste do bafômetro.
Como permaneceu no local, acionou o serviço de emergência e colaborou com o atendimento da ocorrência, o condutor foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e, posteriormente, liberado.
José Mota de Barros foi sepultado na tarde de terça-feira (4), no Cemitério de Vila Nova Cachoeirinha, também na Zona Norte da capital.
A família da vítima, no entanto, contesta a condução da investigação. Os parentes afirmam que a ausência do teste do bafômetro compromete a apuração do caso e defendem que novas diligências sejam realizadas para esclarecer as circunstâncias do atropelamento.
Em relato à reportagem, a irmã da vítima, Maria José Mota de Barros, descreveu a gravidade dos ferimentos sofridos pelo eletricista e afirmou que a violência do impacto seria incompatível com a velocidade informada pelo motorista.
Segundo ela, um dos peritos que participou da ocorrência teria apontado que, pelas condições em que o corpo foi encontrado, seria improvável que o veículo estivesse a apenas 40 km/h no momento da colisão.
O caso foi registrado inicialmente no 72º Distrito Policial, na Vila Penteado, mas a investigação foi encaminhada ao 38º Distrito Policial, na Vila Amália, responsável pela apuração.
A família também solicita que a Polícia Civil recolha imagens de câmeras de segurança de imóveis e estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades da faixa de pedestres. A expectativa é que as gravações possam ajudar a esclarecer a dinâmica do atropelamento e a velocidade em que o veículo trafegava no momento do acidente.
A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar as circunstâncias da ocorrência e eventual responsabilização do motorista.
