Fábrica clandestina de cosméticos falsificados da WePink é descoberta em Itaquaquecetuba; 13 são presos

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Polícia Civil encontrou produtos, embalagens, insumos e máquinas durante operação; cinco suspeitos já haviam sido detidos em junho pelo mesmo tipo de crime.

Uma fábrica clandestina usada, segundo a Polícia Civil, para a produção de cosméticos falsificados da marca WePink foi localizada nesta quarta-feira (2) em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Treze pessoas foram presas em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

A operação encontrou no imóvel uma grande quantidade de produtos, matérias-primas, embalagens e equipamentos utilizados na fabricação dos cosméticos. Os celulares dos suspeitos também foram apreendidos e deverão passar por análise.

A ação faz parte de uma investigação sobre a produção e comercialização irregular de produtos que utilizariam a identidade visual e a marca WePink sem autorização.

Cinco suspeitos já tinham sido presos

Segundo a Polícia Civil, cinco dos 13 presos nesta quarta-feira já haviam sido flagrados em junho deste ano em uma ocorrência relacionada à fabricação clandestina de produtos falsificados da mesma marca.

Na ocasião, os investigados foram presos em flagrante, mas posteriormente colocados em liberdade. Agora, de acordo com a corporação, eles voltaram a ser encontrados em uma atividade que, em princípio, teria relação com o mesmo esquema.

A reincidência dos suspeitos é um dos pontos que deverão ser analisados durante o andamento da investigação.

Polícia apreende estrutura usada na produção

Além dos produtos prontos, os investigadores encontraram no local uma estrutura que, segundo a apuração policial, seria utilizada para a fabricação dos cosméticos.

Foram recolhidos insumos, embalagens e maquinários, além de outros materiais encontrados no imóvel. Os celulares apreendidos também podem ajudar a polícia a identificar como os produtos eram fabricados, armazenados e eventualmente distribuídos.

A análise dos equipamentos poderá ainda apontar outros integrantes e possíveis compradores ou pontos de comercialização dos produtos.

Investigação apura falsificação e associação criminosa

O caso é investigado como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, com referência ao artigo 273 do Código Penal, além de associação criminosa, conforme informado pela Polícia Civil.

A autoridade policial também informou que solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas. A medida ainda depende de decisão judicial. A investigação continua para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros possíveis envolvidos e determinar a origem dos materiais utilizados na fabricação clandestina.

Produtos falsificados podem oferecer riscos

Além do prejuízo comercial causado pela falsificação de uma marca, a produção clandestina de cosméticos pode representar preocupação relacionada à segurança e à composição dos produtos, já que itens fabricados fora de instalações regularizadas podem não passar pelos mesmos controles de qualidade e segurança exigidos na produção legal.

A Polícia Civil deverá agora analisar o material encontrado para determinar a natureza dos produtos e reunir elementos que possam comprovar a atuação do grupo.

A investigação permanece em andamento.

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