Ponte do Baquirivu é interditada em Guarulhos por risco à segurança

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Defesa Civil bloqueou travessia nesta segunda-feira (14) e orientou pedestres a utilizar passarela da CPTM; estrutura é rota diária de moradores e trabalhadores do Aeroporto de Guarulhos.

A ponte sobre o Rio Baquirivu-Guaçu, em Guarulhos, foi interditada nesta segunda-feira (14) por motivos de segurança. A medida foi determinada pela Defesa Civil, que mantém uma equipe no local para monitorar a situação e realizar uma avaliação estrutural da passagem.

Com o bloqueio, a orientação aos pedestres é utilizar a passarela da CPTM para fazer a travessia. A interdição volta a colocar em evidência um problema antigo de infraestrutura e mobilidade na região. A passagem é utilizada diariamente por moradores de diferentes bairros de Guarulhos e, principalmente, por trabalhadores que se deslocam para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica.

O histórico recente mostra que a situação não é pontual. Em 2024, uma estrutura utilizada para a travessia de pedestres foi interditada depois de apresentar problemas provocados pelas fortes chuvas. Trabalhadores do aeroporto chegaram a enfrentar aumento significativo no tempo de deslocamento para conseguir chegar aos terminais.

A região também está inserida em projetos de intervenção no Rio Baquirivu-Guaçu, que envolvem obras de drenagem, mobilidade e prevenção de enchentes. Apesar dos investimentos previstos, a população continua dependendo de alternativas de travessia que, em determinados momentos, apresentam problemas de segurança.

Um problema que ultrapassa a ponte

Para quem mora na região, a interdição significa mudança de trajeto. Para quem trabalha no aeroporto, pode representar mais tempo no deslocamento e risco de atrasos. O episódio também expõe uma contradição na infraestrutura de Guarulhos: enquanto o aeroporto concentra investimentos e movimenta diariamente milhares de passageiros e trabalhadores, os acessos utilizados pela população que vive no entorno ainda enfrentam problemas básicos de mobilidade.

A questão não se resume à interdição desta segunda-feira. O ponto central é saber qual será a solução definitiva para a travessia do Baquirivu. A Defesa Civil ainda deverá concluir a avaliação da estrutura e indicar as condições necessárias para uma eventual liberação. Até lá, moradores e trabalhadores terão de utilizar a alternativa indicada pelas autoridades.

A pergunta que permanece é: por quanto tempo uma região estratégica para Guarulhos continuará dependendo de uma travessia que precisa ser interditada para garantir a segurança de quem passa por ela?

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