Mortes no trânsito aumentam 18,8% no Alto Tietê em agosto
Região teve 19 vítimas fatais no mês, três a mais que no mesmo período de 2025; motociclistas representam mais da metade das mortes.
O número de mortes no trânsito aumentou no Alto Tietê em agosto de 2026. Foram 19 vítimas fatais, contra 16 registradas no mesmo mês do ano passado. O resultado representa uma alta de 18,8% em um período de apenas um ano.
Além do aumento no número total de mortes, os dados mostram uma forte concentração das vítimas entre motociclistas. Das 19 pessoas que morreram em ocorrências de trânsito na região, 10 estavam em motos, o equivalente a 52,6% do total.
Outro dado chama atenção: entre as vítimas registradas em agosto deste ano, 18 eram homens e apenas uma era mulher.
Itaquaquecetuba concentra maior número de mortes
Itaquaquecetuba foi a cidade do Alto Tietê com mais mortes no trânsito em agosto de 2026. Foram sete vítimas, contra duas no mesmo mês de 2025. O resultado representa um aumento de 250% em um ano e coloca o município como responsável por mais de um terço das mortes registradas na região durante o mês.
Na sequência aparecem Mogi das Cruzes e Santa Isabel, com três mortes cada.
Em Mogi, houve redução em relação ao ano anterior: foram três vítimas em agosto de 2026, contra quatro em agosto de 2025, uma queda de 25%.
Já Santa Isabel registrou o movimento contrário. O número de mortes passou de uma para três, um aumento de 200%.
Veja os números por cidade
- Itaquaquecetuba: 7 mortes em 2026; 2 em 2025
- Mogi das Cruzes: 3; 4 em 2025
- Santa Isabel: 3; 1 em 2025
- Suzano: 2; 2 em 2025
- Biritiba Mirim: 2 em 2026
- Guararema: 1 em 2026
- Ferraz de Vasconcelos: 1 em 2026
Em agosto de 2025, Poá e Salesópolis haviam registrado três mortes cada. Neste ano, os dois municípios não tiveram vítimas fatais no trânsito durante o mês.
Mais da metade das vítimas estava em motocicletas
O perfil das ocorrências reforça a presença das motocicletas entre os acidentes fatais.
Das 19 mortes registradas em agosto:
- 10 eram motociclistas ou ocupantes de motos;
- 5 eram pedestres;
- 3 estavam em automóveis;
- 1 estava em uma bicicleta.
As colisões foram responsáveis pelo maior número de mortes, com 10 registros. Outros cinco casos foram atropelamentos. Houve ainda duas mortes em choques e duas ocorrências classificadas como “outros”. Os números mostram que o problema não está restrito a um único tipo de usuário das vias. Motociclistas, pedestres, ciclistas e ocupantes de carros aparecem entre as vítimas.
Vias municipais concentram mortes
A maior parte das ocorrências fatais aconteceu dentro dos próprios municípios.
Das 19 mortes registradas, 11 ocorreram em vias municipais. Outras cinco foram registradas em rodovias estaduais e duas em rodovias federais. Em uma ocorrência, o tipo de via não foi informado. O cenário coloca as vias urbanas no centro da discussão sobre segurança no trânsito na região, já que elas concentraram mais da metade das mortes registradas durante o mês.
Acidentes sem mortes também aumentaram
O avanço não ocorreu apenas nos casos que terminaram em morte. Em agosto de 2026, o Alto Tietê registrou 452 acidentes sem vítimas fatais, contra 397 no mesmo mês de 2025.
Foram 55 ocorrências a mais, o que representa crescimento de 13,9%.
Os dados apontam, portanto, para um aumento simultâneo tanto das ocorrências sem mortes quanto dos acidentes que terminam em óbito.
O resultado de agosto reforça a dimensão do desafio para a segurança viária no Alto Tietê: em um ano, a região passou de 16 para 19 mortes no trânsito no mesmo mês, enquanto mais de 450 acidentes sem vítimas fatais foram registrados. Entre os números, um dos principais pontos de atenção é a participação das motocicletas, envolvidas em mais da metade das mortes contabilizadas no período.
