Polícia descobre esquema milionário ligado ao PCC na 25 de Março

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Foto: Divulgação/SSP-SP

Investigação aponta movimentação superior a R$ 100 milhões e apura possível ligação da rede com o financiamento da Al Qaeda

Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) revelou nesta quarta-feira (15) um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024. Segundo as investigações, uma loja localizada na região da Rua 25 de Março, no Centro de São Paulo, era utilizada para dar aparência de legalidade a recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas.

Batizada de Operação Hawala, a ação cumpriu 10 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Na capital paulista, quatro suspeitos foram presos: Yasser Zayoun, Kassem Zayoun, Lucas Gabriel Vidal e Ali Alfakih.

De acordo com o MP-RJ, os investigados fazem parte de uma organização especializada em lavagem de dinheiro que prestaria serviços para facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP).

As investigações apontam que o grupo ocultava recursos provenientes do tráfico de drogas, da receptação qualificada e da comercialização de produtos falsificados. Para isso, utilizava empresas de fachada, pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, e operadores financeiros.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, parte da estrutura operava por meio de um estabelecimento comercial na região da Rua 25 de Março, utilizado para conferir aparência legal às movimentações financeiras da organização.

Ainda de acordo com o Ministério Público, um núcleo formado por empresários de origem libanesa teria desempenhado papel estratégico na circulação dos valores ilícitos, inclusive com remessas ao exterior. Entre os denunciados estão os irmãos Reda Zayoun, Yasser Zayoun e Kassem Zayoun, sendo que os dois últimos foram presos durante a operação.

A investigação também apura uma possível conexão da estrutura financeira com o financiamento da organização terrorista Al Qaeda. Segundo o MP-RJ, a análise de centenas de transações bancárias identificou movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada pelos investigados e pelas empresas ligadas ao esquema.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e rastrear o destino dos recursos movimentados pela organização criminosa.

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