Alerta na saúde mobiliza ações em Guarulhos

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Fotos: Fabio Nunes Teixeira / PMG

Secretaria da Saúde faz apelo para que moradores atualizem a caderneta de vacinação

A Prefeitura de Guarulhos intensificou as ações de combate ao sarampo após a confirmação do primeiro caso da doença no município em 2026. A Secretaria Municipal da Saúde reforçou o alerta para que a população mantenha a vacinação em dia, considerada a principal forma de prevenir a infecção e evitar a circulação do vírus.

Desde a confirmação do caso, a administração municipal ampliou as medidas de vigilância epidemiológica, com investigação do paciente, vacinação de bloqueio, busca ativa de pessoas suscetíveis e monitoramento de contatos. As ações também incluem uma varredura vacinal na Vila Galvão, onde equipes de saúde percorreram imóveis para verificar a situação vacinal dos moradores e aplicar doses em quem estava com o esquema incompleto.

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio da tosse, espirro, fala ou respiração de pessoas infectadas. Os sintomas iniciais incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar. Dias depois, surgem manchas vermelhas pelo corpo. Em casos mais graves, a doença pode provocar complicações como pneumonia, encefalite e até levar à morte, sobretudo entre crianças pequenas, gestantes e pessoas imunossuprimidas.

A Secretaria da Saúde orienta que qualquer pessoa com febre acompanhada de manchas avermelhadas na pele procure imediatamente uma unidade de saúde e evite contato com outras pessoas até receber avaliação médica. Segundo a pasta, o diagnóstico precoce é fundamental para interromper a cadeia de transmissão.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Guarulhos. O esquema vacinal prevê duas doses para crianças, aplicadas aos 12 e aos 15 meses de idade. Pessoas de 12 meses a 29 anos sem comprovação de vacinação devem receber duas doses, enquanto adultos entre 30 e 59 anos precisam de uma dose, caso não tenham sido imunizados anteriormente.

Também permanece em vigor a recomendação da chamada “dose zero” para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. A medida é temporária e foi adotada em razão do aumento do risco de circulação do vírus. Essa aplicação, no entanto, não substitui as doses previstas no calendário de vacinação infantil.

Quem não possui a carteira de vacinação também deve procurar uma UBS. Os profissionais avaliarão o histórico vacinal e indicarão a necessidade de novas doses. No caso das crianças, a apresentação da caderneta é importante para verificar se o calendário de imunização está completo.

A Secretaria da Saúde ressalta que manter altas coberturas vacinais é essencial para impedir a reintrodução do sarampo no município e proteger pessoas que não podem ser vacinadas por motivos médicos. Quanto maior a cobertura vacinal, menor o risco de disseminação da doença.

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