Esquema bilionário: polícia descobre destino de medicamentos roubados e revela como quadrilha lucrava milhões
Investigação aponta que organização criminosa movimentou R$ 33 milhões em um ano com roubos de remédios de alto custo.
A Polícia Civil deflagrou nesta semana a Operação Metástase, que mira uma organização criminosa suspeita de roubar medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto valor no Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 33 milhões em apenas um ano e estaria envolvido em pelo menos 20 roubos de cargas registrados nos últimos seis meses.
Segundo a polícia, após os assaltos, os medicamentos eram levados para o Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, onde eram armazenados antes de serem distribuídos para outros estados.
Nesta fase da operação, os agentes cumprem cinco mandados de prisão e 97 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará.
As investigações apontam que os remédios roubados eram revendidos para hospitais da rede privada e, em alguns casos, também chegavam a instituições públicas. Para isso, a organização utilizava empresas de fachada para participar de processos licitatórios e inserir os medicamentos no mercado formal.
Batizada de Operação Metástase, a ação busca desarticular toda a estrutura financeira e logística da quadrilha, além de identificar outros envolvidos no esquema, considerado um dos maiores já investigados no desvio e comercialização ilegal de medicamentos de alto custo no país.
