Quem mandou matar o policial? Investigação leva à prisão da própria esposa

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Polícia afirma que ela teria contratado os atiradores que executaram a vítima em janeiro de 2025

Uma mulher de 56 anos foi presa na manhã desta quarta-feira (22), no bairro dos Pimentas, em Guarulhos, na Grande São Paulo, suspeita de ser a mandante do assassinato do próprio marido, um policial civil. Segundo a Polícia Civil, ela foi localizada por agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) no momento em que se preparava para deixar a região.

O homicídio ocorreu em janeiro de 2025, em São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital paulista. De acordo com as investigações, o policial foi surpreendido e morto a tiros por dois homens armados dentro de um estabelecimento comercial.

Os autores dos disparos foram identificados e presos durante as primeiras fases da investigação. No decorrer das apurações, porém, o Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco) reuniu novas provas que, segundo a Polícia Civil, apontam que a esposa da vítima teria contratado os criminosos para executar o marido.

Com base nos elementos reunidos pela investigação, a Justiça expediu um mandado de prisão contra a suspeita. Antes que pudesse deixar o município, ela foi localizada e presa por equipes do GOE.

Segundo o delegado Douglas Torres, responsável pelas investigações, desde o início do caso havia indícios de que o crime contava com a participação de outras pessoas além dos executores. O aprofundamento das diligências, segundo ele, permitiu identificar a suposta participação da mulher como mandante do homicídio.

Após a prisão, a investigada foi encaminhada à delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça. O caso foi registrado como captura de procurado no 4º Distrito Policial de Guarulhos, e as investigações seguem para esclarecer todos os detalhes da motivação e da participação dos envolvidos.

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